quarta-feira, 9 de julho de 2008

Day 1

Via um trem rapidão chamado Thalys (primo do Eurostar), chegamos em Bruxelas. Só que em Leuven (a cidade do Rock Werchter) não ia rolar lugar pra ficar mesmo, então a idéia (da tiazinha do box de informação) foi pegar um hotel na borda de Bruxelas, perto de uma estação de trem, pra gente poder ir todo dia. Deixamos as coisas no hotel e voltamos pra estação. No caminho do trem pra Leuven passamos por uma fábrica da Stella Artois, e eu pensei: "ah! Que bom presságio".


Logo na chegada da estação de Leuven já vi indicações pro Rock Werchter-busão. Em quinze minutos, ele deixou a gente numa estradinha que levava até a entrada do festival. Ao todo, de Bruxelas até a porta do festival a gente demorava uns 40 minutos. Parecia um bom negócio, afinal, ficar em bruxelas e viajar todo dia (mais tarde descobri que não foi tão bom assim, mas na verdade, não tínhamos opção;)


Pra pegar os ingressos foi fácil, o Box Office era tranquilo, sem filas e eficiente. Colocaram as pulserinhas na gente e entramos no mundo mágico do Rock Werchter. Até hoje não descobri o que é esse terreno do festival, mas parece uma fazenda, porque é grande pra caramba. De cara você já via o Main Stage, enorme, com um telão de cada lado. Legal é que os telões funcionavam perfeitamente de dia (eu vou em vários shows, não lembro de ter visto telões tão nítidos) - e tinha que ser assim, porque só começava a escurecer lá pelas 10 da noite!



Air Traffic, Mika e Couting Crowes nem me importavam tanto, mas Modern Skirts, Vampire Weekend e National deu dó de perder. Cheguei já com o Lenny Kravitz bombando. Torço o nariz pra qualquer coisa que ele tenha feito depois do "5", mas parece que ele está tomando jeito: engordou, cortou o cabelo bem curto (lembram da fase chapinha há uns anos atrás? Ele deve ter muita vergonha;) e tocou só coisa mais velha. Ponto pra ele.


Resumindo bastante, o festival era assim: um palco grandalhão e uma tenda, do lado esquerdo, chamada Pyramid. Em volta de tudo isso, e um pouco entre os palcos, barraquinhas de comidas, camisetas, caixas pra comprar os dinheirinhos do festival, banheiros, ações de patrocinadores e bebidas, bebidas, bebidas, bebidas. Nunca tomei tanta Stella Artois na vida;)

O som era ótimo, e na maioria dos shows dava pra ir bem pra frente, o povo só se apertava mesmo mais perto da grade. Numa distância bem razoável, tava quase sempre tranquilo (claro que não estou falando do show do Radiohead;)


Fui conhecer a Pyramid no show do Soulwax, que eu tinha ouvido bem pouco. Surpresa boa, som bem interessante, eletrônico na medida certa. Mas o que eu queria saber mesmo era de REM...


Bom, eu sou um R-E-Emer de carteirinha. Já tinha visto os caras no Rock in Rio (2001?), na grade, praticamente uma groupie;) Um dos melhores shows que vi na vida. Dessa vez não fui tão pra frente, mas foi bem legal porque os vídeos do telão não foram só imagens dos caras da banda, o tempo inteiro rolam umas interferências, com artes muito bacanas, às vezes é uma história, às vezes uma citação ao clipe como em Hollow Man... muito, muito, muito legal, fiquei bem impressionado. A base do show é o disco novo, que funciona MUITO bem ao vivo. Tocaram mais da metade do Accelerate, mas não faltaram vááárias pedradas, tanto as bem antigas como Driver 8 e Fall on Me, como mais recentes, tipo Bad Day e Man on the Moon (que fechou o show).


Olha só o setlist:

1. Orange Crush
2. Living Well Is the Best Revenge
3. What's the Frequency, Kenneth?
4. Ignoreland
5. Drive
6. Man-Sized Wreath
7. Imitation Of Life
8. Hollow Man
9. Walk Unafraid
10. Houston
11. Electrolite
12. The One I Love
13. Begin The Begin
14. Fall On Me
15. Let Me In
16. Horse To Water
17. Bad Day
18. I'm Gonna DJ

Bis
19. Losing My Religion
20. Supernatural Superserious
21. Driver 8
22. Pretty Persuasion
23. Man On The Moon

Peguei o começo do Chemical Brothers, e apesar do visual legal, fui embora pra estação cansado e feliz da vida.


Já era mais de meia-noite, e só às 5 da manhã rolou o primeiro trem pra Bruxelas. Então fiquei enrolando por horas na estação...

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